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aviso IST › Piolhos púbicos

Chatos (piolhos púbicos): sintomas, tratamento e quem avisar

Os chatos, ou piolhos púbicos, vivem nos pelos púbicos e alimentam-se de sangue. São incómodos, mas não são graves e eliminam-se com um tratamento simples. Como se transmitem por contacto próximo, é importante que o seu parceiro se trate ao mesmo tempo para não voltarem a infestar-se um ao outro.

O que são os chatos?

São piolhos púbicos (Pthirus pubis), de cor cinzento-amarelada, com 1 a 2 milímetros e uma forma parecida com a de um caranguejo. Agarram-se aos pelos com as pinças e põem ovos (lêndeas) na base do pelo. Além da zona púbica, podem encontrar-se nos pelos das pernas, do peito, das axilas, da barba, das sobrancelhas ou das pestanas, mas normalmente não no cabelo.

Sintomas dos chatos

- Comichão intensa na zona genital, que costuma piorar à noite.
- Piolhos ou lêndeas visíveis na base dos pelos.
- Pequenas manchas azuladas na pele ou manchas de sangue na roupa interior por causa das picadas.
- Irritação ou inflamação por coçar.
Os sintomas podem demorar alguns dias ou algumas semanas a aparecer depois do contágio.

Como se transmitem os chatos?

Sobretudo por contacto íntimo durante as relações sexuais. O preservativo não protege, porque passam de pelo para pelo. Com menos frequência, transmitem-se pela partilha de roupa, toalhas ou roupa de cama. Não se transmitem através dos animais e tê-los não se deve a falta de higiene.

Diagnóstico

Normalmente basta um exame da zona, às vezes com uma lupa, para ver os piolhos ou as lêndeas. Como se transmitem nas relações sexuais, é recomendável fazer também o teste de outras IST.

Tratamento dos chatos

Tratam-se com loções, cremes ou champôs contra piolhos, por exemplo com permetrina, que se vendem na farmácia. Aplique-os seguindo as instruções em todas as zonas com pelos afetadas, exceto as pestanas, e repita o tratamento ao fim de 7 a 10 dias se ainda houver piolhos ou lêndeas. Se estiverem nas pestanas ou nas sobrancelhas, consulte o seu médico.

Para não voltar a apanhá-los:
- Lave a roupa, as toalhas e a roupa de cama que usou nos últimos dias a 60 °C e seque-as com calor.
- O que não se puder lavar, guarde-o num saco fechado durante pelo menos 72 horas.
- Não tenha relações sexuais até o tratamento estar concluído, tanto o seu como o dos seus parceiros.

Como contar ao seu parceiro que tem chatos

Mesmo que seja embaraçoso, convém contar logo: se o seu parceiro não se tratar ao mesmo tempo, vão voltar a infestar-se. Algumas orientações:
- Seja direto e tire-lhe o dramatismo: é frequente, não é grave e elimina-se em poucos dias.
- Explique o que tem de fazer: observar-se, aplicar o tratamento, lavar a roupa de cama e não ter relações até o terminar.
- Proponha que se tratem ao mesmo tempo, no mesmo dia.

Se não puder contar a um parceiro ocasional, pode enviar-lhe um aviso anónimo por SMS ou e-mail com o aviso IST, sem que apareça o seu nome nem o seu número.

Quem deve avisar?

As pessoas com quem teve relações sexuais ou contacto íntimo no último mês. Se partilha a cama, as toalhas ou a roupa com alguém, essa pessoa também se deve observar.

Se foi avisado de que pode ter chatos

Observe com boa luz os pelos púbicos e os de outras zonas à procura de piolhos ou lêndeas. Mesmo que não veja nada, se teve contacto íntimo recente com uma pessoa com chatos, peça conselho na farmácia ou ao seu médico: o habitual é tratar-se ao mesmo tempo. Lave a roupa de cama e as toalhas e evite as relações até completar o tratamento.

Perguntas frequentes sobre os chatos

  • Quanto tempo demoram os chatos a desaparecer?

    Com o tratamento costumam eliminar-se em poucos dias. Observe a zona ao fim de uma semana para ver se é preciso repetir. A comichão pode durar um pouco mais.

  • É preciso rapar os pelos para eliminar os chatos?

    Não é necessário. O tratamento contra piolhos é suficiente, embora aparar ou rapar os pelos possa facilitar a remoção das lêndeas.

  • Os chatos são o mesmo que os piolhos da cabeça?

    Não. São uma espécie diferente, adaptada aos pelos grossos, como os da zona púbica.

Outras infeções sexualmente transmissíveis

Sífilis · Gonorreia · Herpes genital · VIH · HPV e condilomas · Clamídia · Candidíase · Hepatites A, B e C · Tricomoníase · Sarna · Mpox (varíola dos macacos)

Fontes: SNS 24: comportamentos sexuais de risco; CDC: guia de tratamento das infeções por ectoparasitas (em inglês).
Informação de divulgação atualizada em outubro de 2026. Não substitui a consulta com um profissional de saúde.
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